Tempestade
Havia um belo pássaro que vivia em uma linda e ensolarada floresta. Passava seus dias a se deliciar com o calor e a luminosidade e assim emitia seus gorjeios afinados e calmos.
Um dia, no entanto, uma enorme tempestade se aproxima daquela floresta. O pássaro, assustado, contemplou as densas e negras nuvens, o som estarrecedor dos trovões e o brilho ofuscante dos raios. Ainda que temendo, aproximou-se e foi bafejado pelo forte e refrescante vento da chuva. Fascinado, ignorou o perigo e deixou-se ser tomado no redemoinho que o fez rodopiar sem direção.
A custo recobrou a força e dividido entre o prazer e o medo bateu em retirada para um lugar seguro, distante da tempestade. Deste momento em diante passou a proteger-se em demasia. Entrava cada vez mais no interior da floresta, para longe das bordas onde a tempestade poderia alcançá-lo de novo.
A rotina dos dias ensolarados voltou a estabelecer-se. A paz e a quietude retomaram seu lugar. No entanto, algo havia mudado no pássaro. Os dias brilhantes pareceram desfigurados, seus olhos ansiavam pela cor cinza e misteriosa da tempestade, mas algo havia ficado claro naquele dia: a tempestade não poderia ser controlada, domada ou reduzida a algo possível, ela era avassaladora e assim como foi divertido, poderia ser perigoso.
Tempos se passaram sem que nada mudasse no ambiente ao redor. Então o pássaro usou o seu canto para invocar a tempestade, para despertá-la e atraí-la. Subitamente o ar mudou, as árvores agitaram-se o vento forte e frio voltou a soprar e com o coração aos pulos, o pássaro foi em direção a ela ...
Dê você mesmo o final para esta história!
Escrito por Nehemias às 18h30
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